A norma já diz o que a permissão precisa conter

A NR-33 lista campo obrigatório para a PET e a NR-35 define o conteúdo da PT. O que vem além disso sai do contrato de cada operação

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O que a norma exige que esteja na permissão

A PET de espaço confinado tem lista fechada no subitem 33.5.6 da NR-33. Ela precisa trazer a identificação do espaço a ser adentrado, o objetivo da entrada, os perigos identificados com as medidas de controle incluindo o controle de energias perigosas, os perigos e as medidas estabelecidas no momento da entrada, a avaliação quantitativa da atmosfera feita imediatamente antes de entrar, a relação de supervisores de entrada, vigias e trabalhadores autorizados pelo nome completo e pela função que vão desempenhar, a data e o horário de emissão e de encerramento, mais a assinatura dos supervisores de entrada e dos vigias.

Em trabalho em altura a lista é mais curta. Pelo 35.5.8.1 a PT carrega os requisitos mínimos a serem atendidos para a execução, as disposições e medidas estabelecidas na Análise de Risco e a relação de todos os envolvidos na atividade. O peso está na AR que alimenta esses campos: o 35.5.5.1 manda considerar local e entorno, isolamento e sinalização, sistemas e pontos de ancoragem, condições meteorológicas adversas, seleção e limitação de uso da proteção coletiva e individual, queda de materiais e ferramentas, trabalhos simultâneos com risco específico, requisitos das demais normas, riscos adicionais, condições impeditivas, emergência com planejamento de resgate, necessidade de sistema de comunicação e forma da supervisão.

As duas listas acima são o mínimo legal. Cada operação acrescenta exigência de contrato e de política interna por cima delas, o que faz dois clientes do mesmo setor chegarem com modelos diferentes para a mesma atividade.

Quem assina, quando encerra e o que fica guardado

Quem responde por cada etapa

Na NR-33 o supervisor de entrada emite a PET antes do início das atividades, executa os testes e confere os equipamentos, implementa os procedimentos da permissão, garante que a emergência esteja disponível com os meios de acionamento operantes, cancela a entrada quando necessário e encerra a PET depois do término. Ao vigia cabe deixar entrar somente quem está relacionado na permissão, manter o controle do número de trabalhadores e garantir que todos saiam, permanecer fora do espaço junto à entrada em comunicação permanente e acionar a equipe de emergência. Na NR-35 a PT é aprovada pelo responsável pela autorização da permissão.

Quando a permissão encerra

O subitem 33.5.11 fecha a PET em quatro situações: quando as atividades são completadas, quando aparece uma condição não prevista, quando todos os trabalhadores saem do espaço, ou quando um vigia é substituído por outro que não estava relacionado nela. A troca de vigia entra na mesma lista da condição não prevista, o que costuma surpreender quem trata o encerramento como formalidade de fim de serviço.

O que fica guardado depois

As PETs emitidas devem ser rastreáveis pelo 33.5.8 e arquivadas por cinco anos pelo 33.5.9, disponíveis aos trabalhadores quando solicitado durante esse período. A NR-35 pede que a PT seja encerrada ao final e arquivada de forma a permitir rastreabilidade, no 35.5.8, com o mesmo prazo mínimo de cinco anos na alínea j do 35.3.1. O prazo de guarda entra no desenho do checklist desde o começo, já que a fiscalização pede o documento anos depois da atividade ter terminado.

Do modelo em papel ao campo conferido

O checklist deixa de ser folha solta e passa a conversar com o cadastro

01

Campos da norma

O mínimo legal

Os campos que a NR-33 e a NR-35 exigem ficam no modelo, com a exigência de contrato entrando por cima do que a norma pede.

02

Conferência na emissão

ASO, NRs e treinamento

O sistema confere ASO vigente, NRs aplicáveis, treinamentos concluídos e o vínculo do terceiro antes de a permissão ser emitida.

03

Preenchido no canteiro

Sem voltar ao escritório

No canteiro a validação acontece por dispositivo móvel antes da liberação, com a permissão acessível no local onde o serviço corre.

04

Registro da aprovação

Quem liberou cada etapa

O sistema guarda quem aprovou cada etapa da liberação, com a mesma cobertura para equipe própria e para quem vem de contratada.

O que separa um checklist útil de um formulário

Requisitos que aparecem quando a mesma lista precisa servir a muitas frentes

Matriz por função

A matriz de treinamento por função, risco e frente diz quais NRs a atividade exige, com as críticas da obra acompanhadas de perto.

Campo que trava

A permissão não abre com requisito pendente. Item obrigatório em branco deixa de ser um lembrete e passa a impedir a emissão.

Nome e função

A relação nominal que a NR-33 exige sai do cadastro de quem está autorizado, sem alguém digitar a lista de novo a cada entrada.

Risco que alimenta

A análise preliminar de risco entra no mesmo fluxo da permissão, de onde saem as medidas que a norma manda evidenciar no documento.

Perguntas frequentes

Veja o checklist rodando na sua operação

Uma conversa com especialista sobre campos obrigatórios, conferência na emissão e guarda das evidências

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